segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aspas: "Porque é tão difícil?"

Adolescência. Hormônio à flor da pele. E se já não bastassem todos os problemas familiares e na escola, nosso coração ainda decide "bater mais forte" por alguém.
Então você, que se preocupava tanto em ajudar em casa e fazer todos os deveres, perde agora seu tempo olhando fotos e imaginando o seu casamento. Algo meio bobo para uma paixão, mas é assim mesmo. E deve ser normal, porque muita gente, senão todos, passam por isso.
Claro que tem alguns, mais racionais, que não ficam imaginando "em que lado da cama a pessoa vai querer dormir" ou "qual vai ser a cor do quarto do bebê", mas mesmo as mais frias, que dizem não crer no amor, uma hora acabam sendo fisgadas por esse sentimento traiçoeiro.
Traiçoeiro sim, porque, muitas vezes, acaba por fazer-nos nos apaixonar por alguém que não nos ama da mesma forma, ou que sequer nos conhece. Ou que então só conhecemos de vista.
Esse sentimento é paixão. E esse tipo de paixão da qual me referi é aquela platônica, que mais machuca do que outra coisa.
A paixão platônica por seu ídolo é um dos tipos mais comuns entre as adolescentes. O problema é que tem uma hora que isso passa dos limites. Amar um ídolo, ter fotos dele por todo o quarto e tudo mais eu já considero exagero, mas existem piores. Existem aquelas fãs que ameaçam namoradas dos seus ídolos, como é o caso do namoro entre os astros pop Selena Gomez e Justin Bieber. Esse namoro, muitas vezes, repercute em coisas negativas, como ameaças de morte e agressão física, como aconteceu no aniversário do JB, enquanto eles jantavam em um restaurante para comemorar. Parece que depois desmentiram, disseram que não foi isso que houve, mas mesmo assim, esse amor passa dos limites. E não só entre beliebers (fãs do Justin Bieber), outras fãs de outros ídolos cometem loucuras absurdas como essas (lembrem-se: não estou generalizando).

Mas não é desse amor que decidi falar, inicialmente. É daquele amor que ainda não é um amor, quando ainda está na fase de gostar. Aquele amor de: garota conhece garoto, garoto conversa com garota, garota gosta do papo do garoto, os dois começam a se olhar de longe; a famosa paquera.
Acho fofo isso, esse lance de se conhecer aos poucos, deixar rolar. É o que acontecia antigamente, é o que ainda deveria acontecer. Hoje em dia as pessoas pulam etapas e quando vêem, já estão no "finalmente", aquele que deveria ser preservado para acontecer depois do casamento, mas que quase ninguém mais faz isso. 

Bem, essa paquera de adolescente, bem mais "Hollywoodiana" do que real, é aquela que eu, desde pequena, sempre sonhei protagonizar. Aquele namoro de colégio, como nos filmes e séries, que gera casamento e uma família feliz, era isso que eu queria, e ainda quero até hoje, é isso que eu acho que é o princípio para algo duradouro e feliz, a estrutura para o verdadeiro amor. 

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