sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Falta.


É como se fosse uma rua deserta, esse tal vazio. Estúpido de minha parte comparar uma obra de arte de pelo menos um arquiteto renomado com essa falta de sentimentos me bagunçando por dentro. Porque obras de artes são lindas, agora eu por dentro, sou como um desenho feito por uma criança de três anos. 
Ou pior! Quer dizer, um desenho de criança também é uma obra de arte, muitas vezes mais artístico, inspirado e sentimentalista que um quadro de um pintor famoso - se ele for daqueles que quer fama, e dinheiro, e não arte -, mas é bem amador. E é assim que está meu peito agora, amador. 
Falta profissionalismo de meu cérebro para detectar os sentimentos que meu coração manda em cada pulsar, falta profissionalismo do meu coração, tão incorreto que se torna ininteligível. Aqui, só não falta sonho. 
Sonhos eu tenho de sobra, tenho exalando por meus olhos, por minha boca, tenho uns que fogem com a minha expiração, e outros que voltam com minha inspiração. Tem aqueles que eu pego com a mão e coloco pra dentro. São muitos sonhos, todos tão belos, tão bem escritos, que nem parecem vindos de mim, essa pessoa tão perdida e confusa. 
Muitos irrealizáveis, pelo menos até certo ponto. São aqueles que dependem de outra pessoa, que parece fazer questão de não colaborar. E isso aumenta o vazio.
É como se o coração parasse de exalar sentimentos em suas pulsações, como se batesse sem bombear sangue, é algo vão, nulo. Uma "Tentativa Vã". E tudo porque os sonhos, as únicas coisas bem escritas, organizadas e com sentido dentro de mim, se desesperam, perdendo as esperanças - que nem eu mesma direito tinha - de se realizarem, e se perdem no caminho pra não sei onde, sem saber como voltar. 
E ficam ali, pra sempre no meio do caminho, no meio de um labirinto.

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