domingo, 9 de outubro de 2011

Tão pouco

16 anos, já morava sozinho, seus pais morreram em um ano atrás. Ele foi obrigado a herdar uma fortuna que daria para sustentar cinco gerações, e uma emancipação.
sempre fora um bom aluno, ele se obrigava a isso.

A pista estava vazia, o skate estava em sua mão esquerda, e o cigarro em sua mão direita, que sempre se dirigia a boca. O medo era seu melhor amigo, desde que sua mãe se fora, ele sabia que havia “coisas” que o queriam. As mesmas coisas que pegaram sua mãe. Ela era com certeza a melhor mulher do mundo, a mais bela, mais inteligente, mais doce. Ele se sentia sozinho no mundo, perdido, uma lagrima involuntária rolou por seu rosto, ela era salgada.

Em sua casa alguém o esperava. Uma pequenina menina loira, com os olhos verdes, iguais o dele, quando ele entrou em casa a pequena correu para abraçar suas pernas. Sua irmã.

Ele sabia que não teria condições de ficar com ela, e que não teria condições de ficar sozinho, acabaria fazendo merda. A decisão foi repentina, arrumou as coisas pegou a pequenina, e a levou para casa de Catherine, sua melhor amiga seu anjo.

Ao abrir a porta saiu uma menina de cabelos longos envoltos em um coque alto, apenas de camiseta preta, com o nome de uma banda escrita na frente. A camiseta era uns três números maiores que ela usava.

Ao ver o rosto dele, ela abriu os braços para abraçá-lo, foi apertado e longo, algo confortável... Catherine já sabia que tudo havia desmoronado, tão pouco pudera agüentar, ele perdera tudo, ganhara muito, em tão pouco tempo, era enlouquecedor até para si mesma.
ela os acolheu em sua pequena casa, com dois quartos, um deles vazio, a pequena irmã fora colocada na cama, e os dois continuaram depois, juntos, no outro cômodo, abraçados em silencio. Ali começara algo novo.

Mylena

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